terça-feira, 25 de novembro de 2014

34ª Semana do Tempo Comum - Lc 21, 5 – 11


 “Venient dies in quibus non relinquetur lapis super lapidem.”
(Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra.)
 
Como sabemos e temos a experiência empírica pelos dados da natureza, que algo que sobe tende a descer. E, quanta força não precisamos fazer para subir um monte? Essas constatações mostram que por trás das coisas naturais existe também uma lei natural. E essa nos mostra o sentido do evangelho de hoje, onde Jesus vai falar do templo. E Jesus, também, vai falar de um tempo; e vai exortar: “O tempo está próximo (v.8)”. Estas realidades, do templo e do tempo, caminham juntas, uma vez que uma se dá para outra. O tempo, possibilita a participação no templo, e o templo trás a eternidade de Deus no tempo. Jesus quando fala do templo no evangelho, ele está se referindo a ele mesmo, e ao seu Corpo Místico, e por isso ele diz: “Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra”. E isso quer dizer que a construção de pedra não durará para sempre, e o tempo há de corroer a construção material. Mas, uma outra realidade se mostra por trás da cena do evangelho, onde esta construção (templo) se refere a cada um de nós, que terá o seu corpo corrompido pelo tempo. Com isso, encontramos os elementos essenciais para a nossa reflexão: o templo, os falso profetas, e os sinais dos tempos.

I – O templo é a imagem do nosso corpo, que é colocado no tempo, para ser e trazer o tempo de Deus na terra. Pois, como templos do Espírito Santo, somos chamados a fazer real esse tempo eterno de Deus na terra. Somos chamados já aqui na terra, a viver uma vida celeste, uma vida participada com a divindade. Para assim, fazer nascer no coração dos mais próximos a esperança da vida eterna definitiva. Mas, enquanto isso, podemos participar e fazer com que aqueles que estão ao nosso redor participem já deste céu que um dia será definitivo. Por isso, que somos templos de Deus, lugar onde as pessoas podem encontrar Deus.

II – No evangelho cita os falsos profetas, e esses hoje em dia são aqueles que gritão aos quatro ventos as suas ideologias, para tentar nos convencer de inverdades, e colocar a nossa fé sobre uma incerteza. Esses são os responsáveis pela corrupção da alma, e tentam fazer que o nosso tempo seja abreviado. Pois, uma vez corrompida a alma, ela mesma se encarrega de corromper o corpo (templo), e por isso, que Jesus dirá que “dias virão em que não ficará pedra sobre pedra (v.6)”, pois as almas corrompidas serão responsáveis pela sua própria destruição. Portanto, vê-se o quanto é importante manter-se perseverante diante dos ventos de doutrinas vãs.

III – Os sinais dos tempos mostram que o tempo de Deus é o agora, e assim Jesus vai dizer: “Quando ouvirdes falar em guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que essas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim (v.9)”. Os sinais dos tempos são acontecimentos existenciais em que se reflete um efeito que trás uma necessidade. Esse efeito são as próprias consequências dos atos humanos, e a necessidade desses é a conversão. Com isso, vê-se que o agora é o tempo que Deus nos concede para que possamos transformar esse templo de Deus, que somos nós, em Casa de Deus.

Conclusão:


Queridos irmãos e irmãs, o evangelho nos mostra que a tribulação não é o fim, mas é um tempo de purificação, em que vamos nos preparando para receber cada vez mais a eternidade em nós, e assim, poder ser cada vez mais ser templo santo, para que Deus habite. Para isso, também necessitamos de ser perseverantes e fortes na tribulação. E assim, como o templo de pedra vive da fé dos fieis, nós que somos templos de carne, também precisamos viver de fé. E assim, no final, cada pedra que caiu da construção material será elevada aos céus para a construção da morada celeste. Toda alma que se consome na obra de Deus, ela vai se gastando até que a sua construção material seja totalmente desmontada para ser montada no Céu.

- Como estou cuidando do Templo de Deus?
- O que na minha vida está sendo um falso profeta, que me desvia e dispersa do foco verdadeiro?
- “Para que se tenha uma bela morada celeste é preciso que não fique pedra sobre pedra de nossa morada terrestre. Pois, este é o sinal de que essa alma consumiu a vida por completo à obra de Deus.”

Seminarista Rafael Augusto

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