sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Top 3 - Amor


Frozen - Uma aventura Congelante
“O amor é como um laço de ouro que une os corações de quem ama e de quem é amado.” 
(Santo Afonso Maria de Ligório)



No dia 3 de janeiro de 2014 chegava nas telas a mais nova animação dos Estúdios Disney: “Frozen – Uma aventura congelante”. Assisti o trailer uns 3 meses antes do lançamento do filme e não me encantou a interação entre um boneco de neve e um alce, parecia ser um filme bobo e infantil. PURO ENGANO!


A caçula Anna (Kristen Bell/Gabi Porto) adora sua irmã Elsa (Idina Menzel/Taryn Szpilman), mas um acidente envolvendo os poderes especiais da mais velha, durante a infância, fez com que os pais as mantivessem afastadas. Após a morte deles, as duas cresceram isoladas no castelo da família, até o dia em que Elsa deveria assumir o reinado de Arendell. Com o reencontro das duas, um novo acidente acontece e ela decide partir para sempre e se isolar do mundo, deixando todos para trás e provocando o congelamento do reino. É quando Anna decide se aventurar pelas montanhas de gelo para encontrar a irmã e acabar com o frio. (Fonte: Adoro Cinema)


O amor cristão presente no filme é belo e nos leva a pensar no céu e buscá-lo. Separamos 3 pontos, dentre os vários, que nos fazem pensar no quão belo é o amor.


ATENÇÃO: O TEXTO APRESENTA SPOILERS.


3- Relacionamento de Anna e Hans


Podendo até ser uma sátira com os filmes-princesas da Disney temos o relacionamento entre Anna e Hans. Depois de ficar muito tempo presa dentro do castelo, sem ter contato com o mundo exterior, o sonho de Anna é encontrar o seu “príncipe encantado” o mais rápido possível. Muitas vezes em nossas vidas ficamos tão desesperados em busca de algo de suma importância em nossas vidas e acabamos fazendo besteira, nos comprometendo e até mesmo quem está a nossa volta. Anna cai nos galanteios de Hans logo ao conhecer e depois de um número musical encantador e grudento o jovem a pede em casamento, eis o motivo da revolta de Elsa, irmã de Anna. No ato final do filme, vemos que esse amor é interesseiro, egoísta, buscando apenas o prazer de Hanns. Não sejamos apressados, o tempo de Deus é diferente do nosso, devemos deixar acontecer conforme os desígnios de Deus: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” (Ecl 3,1)



2- O amor oblativo pelo bem maior

Quando criança, Anna se divertia com os poderes de Elsa, até que um dia em uma dessas brincadeiras Anna foi atingida gravemente no coração e precisou ser levada até os trolls, que a ajudaram. Porém Elsa e Anna deveriam deixar de se ver, já que na memória de Anna foi “apagado” o conhecimento dos poderes da irmã. Elsa sofre muito com tudo que acontece, porém sabe que é para um bem maior. Quantas vezes isso acontece nas nossas vidas. Devemos nos sacrificar por um bem maior, pelo bem do outro. O amor de Jesus é um amor sacrificial, sofreu a morte na Cruz por nós, se fez um sacrifício vivo para nos redimir, para um bem maior


1-  A doação do amor

Amar é se doar e Olaf é capaz de se derreter para ajudar quem ele ama. Não adianta pregar sobre amor, usar belas frases prontas, é necessário colocar em prática e o boneco de neve que gosta de abraços quentinhos faz muito bem, seguindo o conselho de São Francisco de Assis: “Pregue o Evangelho em todo tempo. Se necessário use palavras.”  Olaf é a motivação de Anna, é o mais puro amor, podemos ver isso claramente no modo como ele encara certos problemas. Amar é se desgastar pelo outro, é doar tudo que somos para o bem do outro, é fazer do sorriso do próximo o nosso sorriso. Por mais difícil que seja amar, vale muito a pena. O combustível da locomotiva da vida é o amor. Não tenhamos medo de amar.


O filme ainda apresenta várias outras questões sobre o amor e ainda se utiliza muito bem do famoso ato de amor verdadeiro. Se ainda não viu CORRA e se já viu veja de novo e se encante novamente na beleza do amor. Termino com a frase que Olaf diz para Anna no momento clímax e que resume toda a pretensão do filme: “Amor verdadeiro é quando uma pessoa coloca as necessidades de outra pessoa acima de suas próprias necessidades”.


Seminarista Kayo B. Carlos

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