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domingo, 1 de novembro de 2015

Um Ano de Evangelização!



“Gaudeámus omnes in Dómino, diem festum celebrántes sub honóre Sanctórum ómnium: de quorum sollemnitáte gaudent Angeli et colláudant Fílium Dei.” 
(Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando o dia festivo em honra de todos os Santos, de cuja solenidade se alegram os Anjos e louvam o Filho de Deus.)

A solenidade de Todos os Santos possui um significado muito especial na vida da Igreja, pois ela representa a festividade da Igreja Triunfante que, tendo percorrido o vale de lágrimas desta vida, hoje cantam com alegria as palavras do Santo Apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé.” (2 Tm. 4,7) 

Porém, há um motivo muito especial para hoje estarmos comemorando esta data. Há um ano dávamos início aos trabalhos de apostolado através do nosso blog. Quis a providência divina que o primeiro texto postado fosse exatamente sobre a solenidade de hoje. Mas, por quê?

Uma frase da beata Elisabeth Leseur sempre esteve no nosso coração: “uma alma que se eleva, eleva o mundo inteiro”. Estamos sendo formados para sermos sacerdotes segundo o coração de Cristo e, assim, elevando a nossa alma até Ele, não poderíamos, portanto, perder a oportunidade de elevar outras almas através deste meio que, muitas vezes, só é motivo de pecado para tantos homens e mulheres.

O que fizeram tantos santos e santas? Elevaram a sua alma e a alma de todos aqueles que estavam ao seu redor através do seu testemunho e da pregação da palavra de Deus. Sendo assim, desejamos ardentemente que este blog seja motivo de evangelização para muitos e se esta não fosse a nossa intenção, vão seria o nosso trabalho.

Portanto, motivados pelas palavras de São Paulo aos Coríntios: “Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” (1 Cor 9,16) continuaremos dando segmento ao nosso trabalho, que é composto de grandes dificuldades, mas contando com a graça do Senhor e a intercessão de São Pedro de Alcântara e São Domingos, grandes anunciadores do Evangelho, poderemos nos alegrar um dia, pelo trabalho feito, no Reino Celeste.
Equipe Praxis Caelestis

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

IV – Vida Trinitária


Todo cristão é chamado à vivência trinitária; a entrar nesse mistério salvífico que é a própria vida divina de Deus. Para isso, é preciso que se tenha consciência sobre a vocação cristã e que se possa manifestar na vida a obra de salvação que o Deus trino realiza na história, pois, na vida de cada cristão se realiza, plenamente, a obra salvífica de Deus; e naqueles que estão ao seu redor, também se realiza a mesma obra de salvação, mas de forma participativa, uma vez que, é preciso que um único cristão viva plenamente a sua fé, para que o mundo todo seja agraciado com o transbordar do amor em seu coração. As grandes obras salvíficas de Deus são o amor, o perdão, a misericórdia e a caridade. Se entendermos isso, viveremos essa obra trinitária em nossa vida, e a manifestaremos a todos, pois, quando o Pai nos recria, nós recriamos por participação tudo ao nosso redor, e assim acontece quando o Filho nos redime, e o Espírito Santo nos santifica.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

III – Espiritualidade Cristã


A Espiritualidade cristã tem como sua meta fundamental uma identificação com Cristo, pois é isso que o batismo nos faz, nos gera outros Cristos, em Estatura (maturidade humana), Sabedoria (maturidade intelectual) e Graça (maturidade espiritual). A espiritualidade cristã gravita em torno da concepção paulina do Corpo de Cristo, em que cada membro em sua particularidade é esse corpo, onde a igreja, também reunida, se torna o mesmo corpo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Anjos da Guarda

O Anjo do Senhor acampa ao redor dos que o temem, e os salva. (Sl 33,7).
Alguns católicos consideram que os Anjos da Guarda são uma questão de imaturidade na fé, não consideram suas existências e ainda concordam que a crença nos anjos é apenas para as crianças ou é uma fantasia infantil. Porém, neste dia, a Igreja quer reacender a fé dos cristãos na existência desses seres espirituais. A Igreja quer ensinar a todos s cristãos, que os anjos participam da providência divina para com os homens, pois, cada homem possui o seu anjo que guarda seus passos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Purificação, Iluminação e União


Os três elementos são conhecidos também como as “três vias”, que promovem na vida espiritual do fiel um grande crescimento, pois eles estão envoltos ao processo de conversão, com isso vê-se todo o processo de conversão. Começa com a purificação do pecado, seguida da iluminação da consciência, para, por fim, chegar à união íntima com o próprio Deus.

sábado, 19 de setembro de 2015

Homilia XXV Domingo do Tempo Comum(20/09): Quem é o maior?


No Evangelho (Mc 9, 30-37), São Marcos relata-nos que Jesus atravessa a Galiléia com os discípulos, e pelo caminho anuncia-lhes sua paixão e morte e dá-lhes uma lição de humildade e serviço.
Dizia-lhes com toda a clareza: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão, e Ele ressuscitará ao terceiro dia”. Mas os discípulos, que tinham formado outra ideia acerca do futuro reino do Messias, não compreendiam estas palavras e temiam interrogá-lo. Enquanto Jesus anuncia a sua paixão um fato que nos chama a atenção é atitude dos discípulos que discutem entre si “qual deles era o maior.”
Por isso, ao chegarem a Cafarnaum, quando estavam em casa, Jesus questiona o assunto da conversa: “o que vocês estavam discutindo pelo caminho? Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior.”
Como naquele momento com os apóstolos, hoje também, Jesus precisa colocar diante de nós uma criança e dizer-nos sempre de novo: “Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último e aquele que serve a todos. Aquele que receber uma destas crianças por causa de meu nome, a mim recebe” (Mc 9, 35-36).
Jesus não nega o desejo existente no coração humano de ser grande, de ser o primeiro. Dá, porém, a chave para consegui-lo. Trata-se de imitar o Filho do Homem no seu mistério pascal. Morrer e ressuscitar, entregando-se por amor. Para ser o primeiro devemos ser o último , aquele que serve a todos. E para servir a todos é preciso morrer a si mesmo, aos próprios interesses, aos critérios de poder e de grandeza humanos.
Servir a todos é acolher a uma criança pelo valor que nela existe, é empregar tempo no serviço àqueles que como uma criança no tempo de Cristo, e hoje, não têm importância, não podem dar recompensa, não têm meios de compensar as nossas ações feitas.
Quem entendeu realmente este ensinamento de Jesus Cristo, começa a ver as coisas de modo diferente. Não mais na visão meramente humana. Em vez de pensar em si mesmo, começa a ver a necessidade do próximo.
Para alcançarmos essa meta, para termos a visão sobrenatural das coisas, dos acontecimentos, precisamos da virtude da humildade. O que considera pouca coisa diante de Deus, o humilde, vê; o que está contente com o seu próprio valor não percebe o  sobrenatural.
A humildade é uma virtude básica. É a virtude básica! “Pela senda da humildade vai-se a toda parte..., fundamentalmente ao Céu.” (Sulco, 282).
            A oração é verdadeira quando regada pela humildade. Esta é o fundamento da oração. De onde falamos nós ao rezar? Das alturas de nosso orgulho e vontade própria, ou das “profundezas” (Sl 130,14) de um coração humilde e contrito? Quem se humilha será exaltado. “Não sabemos o que pedir como convém” (Rm 8,26). A humildade é a disposição para receber gratuitamente o dom da oração; o “homem é um mendigo de Deus” (Santo Agostinho). “A oração é a elevação da alma a Deus ou o pedido a Deus dos bens convenientes”.
            Ensinou Santa Terezinha: “oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da Igreja.”
Acredito ser oportuno meditar, fazer um exame de consciência para saber como estamos vivendo a virtude da humildade.
Os santos nos ensinam a adquirir a virtude básica de nossa vida cristã!
“Deixa-me que te recorde, entre outros, alguns sinais evidentes de falta de humildade: - pensar que o que fazes ou dizes está mais bem feito ou dito do que aquilo que os outros fazem ou dizem; - querer levar sempre a tua avante;
-discutir sem razão ou – quando a tens – insistir com teimosia e de maus modos;
- dar o teu parecer sem que to peçam, ou sem que a caridade o exija;
-desprezar o ponto de vista dos outros;
- não encarar todos os teus dons e qualidades como emprestados;
-não reconhecer que és indigno de qualquer honra e estima, que não mereces sequer a terra que pisas e as coisas que possuis;
- citar-te a ti mesmo como exemplo nas conversas;
- falar mal de ti mesmo, para que façam bom juízo de ti ou te contradigam;
- desculpar-te quando te repreendem;
-ocultar ao Diretor algumas faltas humilhantes, para que não perca o conceito que faz de ti;
-ouvir com complacência quando te louvam, ou alegrar-te de que tenham falado bem de ti;
-doer-te de que outros sejam mais estimados do que tu;
- negar-te a desempenhar ofícios inferiores;
-procurar ou desejar singularizar-te;
-insinuar na conversa palavras de louvor próprio ou que deem a entender a tua honradez, o teu engenho ou habilidade, o teu prestígio profissional...;
-envergonhar-te por careceres de certos bens...(São Josemaria Escrivá, Sulco, 263).  
Deus resiste aos soberbos! “... dispersou os que têm planos orgulhosos... e exaltou os humildes” (Lc 1, 51-52).
Peçamos continuamente: “Jesus manso e humilde de coração fazei o nosso coração semelhante ao vosso”!
“Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos” (Mc 9, 35).
Mons. José Maria Pereira

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Introdução à Espiritualidade

A espiritualidade é a forma pela qual o homem se relaciona com o transcendente, com o próprio Deus, e é a partir dessa via que o homem vai ao encontro da união divina. A espiritualidade é a forma de diálogo divino; ela é a porta para do quarto nupcial, pelo qual a alma, amada, encontra o Amado, Deus; ela é também a mesa do banque, ao qual a alma busca o seu alimento de cada dia.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Vocação: um chamado de alteridade

Deus, em sua infinita bondade, chama a todos para percorrer um caminho vocacional. Logo, todos nós somos chamados a responder, vocacionalmente, a Deus. E esse chamado é puramente aquilo que nos vai realizar da melhor forma, não por nossas satisfações, mas pela graça do próprio Deus que nos traz a realização e a felicidade de estar no caminho certo. A realização da vocação se dá na unidade a Deus, pois, quanto mais eu me uno a Ele naquilo que faço, sinto-me cada vez mais realizado em minha vocação. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O Ordinário é extraordinário


Uma vez conversando com alguns amigos sobre suas vidas, perguntava-lhes: se considerarmos extraordinários os momentos marcantes, importantes, impactantes, os momentos que nos marcam pela grande alegria e ou pela tristeza, quais são os que vocês lembram? Depois de um estante em silencio, assim me responderam: acredito que o meu batismo, pois foi o dia em que me tornei filho de Deus, outro momento foi num falecimento de um parente ou de um amigo muito amado. Talvez, em minha formatura, em meu casamento ou quando comprei minha casa própria. 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Lectio Divina

Aplicação Cotidiana
A aplicação no cotidiano é o fruto da lectio, pois, podemos até fazer bem uma lectio divina, mas talvez, não a pô-la e prática. Nós aprendemos na Sagrada Escritura que o “Verbo se fez carne. (Jo 1,14)”. Também esse verbo (palavra) que lemos, meditamos, oramos e contemplamos, precisa tornar-se carne em nossa carne, para que assim nós possamos viver santamente o chamado que Deus nos fez pelo batismo, de sermos outro Cristo. Esse é o objetivo da lectio divina, fazer com que aquele que lê, medita e ora, contemple o verdadeiro Deus que se manifesta nas letras sagradas. E contemplando a verdade, possa cada vez mais a ela se configurar e transformar. Como exclama o grande São João da Cruz, no cântico da Subida do Monte Carmelo: “Oh! Noite que juntaste Amado com amada, amada já no Amado transformada!”

sábado, 23 de maio de 2015

Pentecostes


Das 3 obras do Espírito Santo
“Ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor a não ser no Espírito Santo.” (I Cor 12, 3)
I – Umas obra de Santificação Interior

O mistério de Pentecostes nos mostra a grande missão da Igreja, que é professar o nome de Jesus em todos os povos, e essa profissão de fé só é possível se nós estiver impelidos pelo Espírito Santo de Deus, pois é ele que nos forma à imagem e semelhança de Cristo.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Lectio Divina

4º Passo: Contemplatio

O quarto passo é a contemplação, que consiste em receber as luzes divinas e contemplar a via de acesso para a intimidade com o Senhor. Após ter lido o texto e ter encontrado algo que lhe chamasse a atenção, ter meditado sobre determinado ponto e ter sido inspirado, ter orado sobre aquilo que Deus falou e mostrou. Na contemplação, pelos dons do Espírito Santo, Deus nos inspira e revela o caminho a seguir. Verdadeiramente Deus revela, e nós contemplamos, no meio das tribulações e dificuldades, Deus no faz encontrar o caminho, que pela noite escura, não éramos capazes de enxergar.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Lectio Divina

3º Passo: Oratio
A oratio (oração) é o terceiro passo, em que a partir daquilo que foi inspirado por Deus, nós transformamos em oração, e essa oração será um derramar-se em Deus, ao passo que agora reconhecendo as próprias fraquezas e limitações, possa pedir a Deus a graça da conversão, da perseverança e da união cada vez mais intima com Ele.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Lectio Divina

2º Passo: Meditatio

O segundo passo é a meditação sobre o ponto que chamou a atenção na leitura, ao passo que agora, sobre um pequeno fragmento ou uma ideia central, faremos uma meditação. Na meditação procura-se perceber o que Deus quer falar ao nosso coração por meio daquele ponto em que nos chamou a atenção.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Lectio Divina

Passos da Lectio Divina

Os passos da lectio divina são quatro: a Lectio (leitura), a Meditatio (meditação), a Oratio (oração) e a Contemplatio (contemplação). Esses passo são e estão intimamente ligados, ao passo que ele funcionam como uma escada, que de degrau em degrau, se chega ao ápice da contemplação.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A Vocação Sacerdotal


A inquietude do coração do homem é intrigante e o faz querer muitas coisas e experimentar muitas coisas, pois o homem é este ser que quer ser feliz; que quer se realizar plenamente e assim, encontrar um sentido para sua vida e uma finalidade para sua existência.

sábado, 4 de abril de 2015

Uma ressurreição do Corpo Místico

A Pascoa de Nosso Senhor Jesus Cristo é a celebração que reflete a plenitude da vida cristã, e assim vai afirmar São Paulo: “Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é sem fundamento, e sem fundamento também a vossa fé (I Cor 15, 13)”. Essa afirmação de São Paulo reflete a esperança na ressurreição, que todos aqueles que creem em Jesus Cristo precisam ter, para participar das suas promessa de vida eterna. A Solenidade da Pascoa é a festa da Ressurreição, e consequentemente podemos dizer que é a festa da Santidade, uma vez que só entrarão no céu, e ressuscitarão para a vida eterna aqueles que foram considerados santos. E ser santo não é algo impossível, pois o termo ‘santo’ quer dizer separado, que designa em nossa vivencia cristã, um separar-se do mundo, um estar no mundo, mas não se deixar corromper pelos prazeres do mundo.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

As Sete Palavras de Nosso Senhor


Já passa do meio-dia, e, tendo sido flagelado e escarnecido, o Cristo se deixa imolar no Altar da Cruz. De suas inúmeras feridas, brota o Sangue tão Precioso que vai nos redimir; das Cinco Chagas, jorra um manancial de Salvação e Misericórdia a todos os homens. Diz o profeta Isaías, acerca do Servo Sofredor, que “não tinha aparência ou beleza, homem das dores, habituado ao sofrimento”. Em seu Corpo Imaculado, o Senhor nos mostra o horror que pode fazer o pecado à nossa alma, desfigurando-a completamente. Mesmo não tendo culpa alguma, Ele recebe, sem resistência, o peso das culpas que nos oprimiam.